Quarta-feira, Novembro 29, 2006

REBOBINANDO o EXPRESSO

A idéia de atualizar diariamente o blog foi por água abaixo no momento em que errei o pulo na escolha das lan houses em Curitiba e São Paulo. Velho, que várzea... Fui presenteado com três estabelecimentos de araque, com direito a perda de imagens em um cyber de Sampa, onde o ‘gênio’ que coordenava o local conseguiu apagar fotos e vídeos captados em Curitiba. Por sorte, os principais momentos já tinham sido publicados na página do Expresso. Mas entre mortos e feridos, o miolo da história está todo aqui. Entonces, vamu nessa!


QUINTA – 23 de nov. – Porto Alegre

Noite de abertura dos trabalhos no Stone’s, em Porto Alegre. Encontro geral da galera em frente ao bar, no ínicio da noite. Momento de carregar o bus do Expresso e receber a equipe do Patrola, da RBS TV. A foto do Ico Thomaz (publicada aqui no blog) sendo carregado pela gurizada resume o astral da matéria, que rolou durante o fim de semana na TV...

Por volta da meia-noite, público tomando conta do Stone’s, os JEANS assumem a bronca e dão o pontapé inicial da caravana roqueira. Um chute com o pé direito, de acordo com o vocalista e guitarrista Marco Britto: ‘Ducaralho. E ainda por cima uma das músicas foi tocada pela primeira vez ao vivo (Melhor Esquecer). Além disso, o lance da galera ter unificado o equipamento foi o ouro’. E foi de calcanhar que o JEANS passou a bola pros LOCOMOTORES assumirem o palco cerca de uma hora depois.

Com uma das formações mais respeitadas do rock atual (Maurício Chaise e Márcio Petracco nas guitarras; Luciano Leães no piano; Alexandre "Papel" na batera e Jerônimo "Bocudo" com o baixo), os LOCOMOTORES apresentaram seu cartão de visitas de rock+folk+música cigana. Em determinadas faixas, momentos que lembram muito o trabalho feito pelo iugoslavo Goran Bregovic. Nada melhor que a influência dos andarilhos do Leste Europeu para uma turnê pela estrada. ‘E procuramos aproveitar os shows para improvisar, fugir do original, arriscar outros ritmos e tal’, destaca Márcio Petracco.

Circo montado e fixado, a IDENTIDADE entrou de carrinho a la Libertadores na primeira noite do Expresso do Rock. Todo mundo a 500 por hora, num show enérgico, marcado pela presença de palco do quinteto, influência evidente de Stones, com uma pilha de Iggy Pop absorvida também. A melhor frase da primeira etapa da turnê resume o pique da galera. No dia seguinte, o guitarrista Doce Solano respondeu, numa mistura de catarse e melancolia: ‘Cara, eu não lembro de nada...’

Pra encerrar a partida e embalar a máfia na estrada, o trio da PATA DE ELEFANTE, reforçado com Leandro Leães no piano e Pedro Hahn na percussão, colocou no ângulo o último tiro da noite. Uma hora de petardos, com direito a um solo stricnado do piano, ovacionado pela galera. ‘Show louco, podemos alternar baladas com músicas mais rápidas. Diversão pura’, resumiu o baterista Gustavo ‘Prego’ Telles.

4h da manhã. Porto Alegre já é história.


(a seguir: o assalto em Curitiba...)


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